Saiba como falar a língua dos Brics

Além do inglês, o mandarim e russo são idiomas oficiais de países do bloco. Uma boa opção para se destacar em um recrutamento.
(iG São Paulo | 06/04/2011 05:30)

Se você assim como grandes empresas, e até governantes dos Estados Unidos e Europa, apostam no futuro promissor do bloco denominado Brics (Brasil, Rússia, Índia e China, com a África do Sul também sendo considerada membro por alguns), saiba que um dos caminhos para direcionar sua carreira nesse mercado pode ser começar agora aprendendo um dos idiomas falado pelos membros do bloco. O inglês é a língua de negócios universal e, claro, também é usada entre eles, além de ser pré-requisito dos principais programas de estágio e trainee, deixando assim de ser um diferencial. Portanto, para se destacar em recrutamentos de empresas de origem chinesa ou russa ou brasileiras que negociam com esses países vale a pena investir no aprendizado para seu terceiro idioma da língua que eles falam. Companhias como a chinesa Sany já oferecem oportunidades para universitários fluentes em mandarim. O iG Estágio e Trainee verificou que algumas escolas já notam o aumento pela procura desse conhecimento. Veja também quanto vale ter o espanhol no currículo e como mostrar que já sabe inglês.

Rússia: país membro do bloco Brics atrai mais estudantes e viajantes para o estudo do idioma
Estudo de russo visa viagens – Apesar de fazer parte do Brics, o interesse pelo aprendizado do russo ainda não é para quem pensa em carreira. Está concentrado em quem pretende viajar para a Rússia ou aproveitar as oportunidades de estudo nas universidades desse país. É o que conta o professor do idioma, o armênio Artur Haroyan, de 27 anos, que dá aulas particulares e também no Clube de Cultura Russa. Segundo ele, o interesse de quem quer aprender russo ainda se concentra em descendentes e quem deseja viajar ao país, “mais a turismo e estudos do que negócios”. Também é o que constata a sócia diretora da Companhia de Idiomas, Rosângela de Fátima Souza, que oferece os chamados “idiomas especiais”: “O interesse pelo estudo do russo é bem maior no meio acadêmico do que pelo mercado de trabalho, diferente do mandarim”.

Chinês é o mais falado do mundo – O mandarim, idioma oficial da China, já atrai mais quem pretende fazer negócios com o país que em 2010 se tornou o maior parceiro econômico do Brasil. Assim como a demanda pelo aprendizado do idioma, a oferta de cursos é muito maior comparada ao russo. Mas a dificuldade é justamente conseguir o domínio da língua. Saiba como aprender mandarim. Especialistas como Rosângela aconselham um intercâmbio de pelo menos três meses na China para os alunos que concluem o módulo de 200 horas, cerca de um ano de estudo. “O curso é eficiente para você entender e se fazer entender, mas para ficar fluente é preciso conviver um pouco no país”, diz. O investimento pode valer a pena, pois o número de empresas chinesas instaladas no Brasil deve aumentar. Entre elas já estão por aqui a Sinopec, Huawei, Lenovo, Sany, Gree, Cherry e Jac Motors.

Russo é mais rápido – Sempre levando em conta a dedicação do aluno, professores de russo dizem que em um ano de estudo (entre 200 e 250 horas) já é possível se comunicar em russo. “Com mais 100 horas pode-se escrever bem também”, diz Haroyan. Na Companhia de Idiomas o curso completo é de 500 horas. O custo está entre 100 e 130 reais por hora, mas que podem ser divididos entre os alunos, no máximo cinco ou seis por turma.

Para ir além do inglês na Índia – Outro país dos Brics que figura entre as línguas mais faladas do mundo e na categoria de “idiomas especiais” é a Índia. Ex-colônia inglesa não exige o conhecimento de hindi de quem deseja trabalhar ou fazer negócios com empresas do país, nem mesmo para estudar ou viajar. Basta saber inglês. Portanto, fará pouca diferença nos processos de seleção. Se mesmo assim você quiser aprender o idioma, há cursos oferecidos pelas representações diplomáticas da Índia, embaixada e consulados, e muitas ofertas de cursos online na internet, até gratuitos.

Escolas de Mandarim e Russo conquistam alunos

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fonte: Valor. de São Paulo

A nova cultura de aplicativos jornalísticos em dispositivos móveis

A água está no joelho dos profissionais do mercado. As debilidades na formação em língua portuguesa têm alimentado um campo de reciclagem em português nas escolas de idiomas e nos cursos de graduação para pessoas oriundas do mundo dos negócios. A disciplina de Português Instrumental emerge na graduação de cursos da área de negócios. Várias escolas de idiomas têm ampliado o número de cursos de língua portuguesa para brasileiros que percebem a necessidade de atualização.

O que antes era restrito a profissionais de educação e comunicação, agora já faz parte da rotina de profissionais de várias áreas. Para eles, a língua portuguesa começa a ser assimilada como uma ferramenta para o desempenho estável. Sem ela, o conhecimento técnico fica restrito à própria pessoa, que não sabe comunicá-lo.

- Embora algumas atuações exijam uma produção oral ou escrita mais frequente, como docência e advocacia, muitos profissionais precisam escrever relatório, carta, comunicado, circular. Na linguagem oral, todos têm de expressar-se de forma convincente nas reuniões, para ganhar respeito e credibilidade. Isso vale para todos os cargos da hierarquia profissional – explica Maria Helena Nóbrega, professora de língua portuguesa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da USP.

Indicadores
A crescente valorização do domínio do idioma no mercado de trabalho vem sendo apontada por diferentes indicadores. Em 2007, uma pesquisa realizada pela Johnson O’ Connor Research Foundation em conjunto com um doutor em linguística, Paul Nation, professor da Victoria University of Wellington, na Nova Zelândia, comprovou que o uso eficiente da língua influi na carreira profissional. Segundo o estudo, feito em 39 empresas americanas, a chance de ascensão profissional está diretamente ligada ao vocabulário que a pessoa domina. Quanto maior seu repertório, mais competência e segurança ela terá para absorver ideias e falar em público.

- Ou seja, hoje em dia, saber um segundo ou terceiro idioma é pré-requisito para se conseguir bom emprego ou promoção, mas muita gente se esquece de que o domínio da língua materna pode ser o diferencial para a sua valorização – diz a coordenadora pedagógica do Centro de Ensino Fisk, Vera Laurenti Bianchini.

A competência comunicativa garantiria potencial para ampliar a “empregabilidade” de um profissional. Desde o processo de seleção, as empresas buscam pessoas que saibam comunicar-se com clareza e poder persuasivo. Nas dinâmicas de grupo, além de habilidades de relacionamento e liderança, os selecionadores verificam a capacidade comunicativa do candidato.

- Pequenos deslizes (evitar contato visual com os ouvintes, gesticular em excesso, apresentar problemas de dicção ou vocabulário limitado) podem ser fatais e pretexto para a pessoa não ser contratada. Algumas empresas solicitam redação e, pelo texto, avaliam a argumentação daqueles que pretendem representá-las no mercado – diz a professora da USP.

Procura
O fraco domínio da língua pode ser uma barreira, ao manter contato com clientes por telefone ou e-mail; ao escrever relatórios e fazer apresentações no trabalho; na preparação para concursos e vestibulares. Mas pode ser resultado direto da mera vontade de retomar os estudos, compreender melhor o que lê e escrever com mais clareza.

A percepção de que a deficiência do idioma é crescente parte do próprio mercado, que enche as salas de aula de português para brasileiros. A escola de idiomas Fisk oferece o curso “Português sem Tropeços” desde o segundo semestre de 2008 e hoje atende a mais de 5 mil alunos em todo o país. Foi a valorização da língua materna por empregadores o que levou a escola a identificar a necessidade da criação desse curso.

- Embora os empresários busquem quem fala idiomas estrangeiros, o profissional não pode descuidar da própria língua. Quem não tem o domínio dela não vai dominar outros idiomas e será malvisto nas entrevistas de trabalho – explica a professora Vera Bianchini.

O foco do curso de Vera é o esclarecimento de dúvidas comuns aos falantes brasileiros e, consequentemente, o aprimoramento das habilidades de escrita e de expressão oral. De acordo com a coordenadora pedagógica do Centro de Ensino Fisk, o curso não se restringe nem à redação nem à gramática. A gramática é explicada de modo contextualizado dentro do panorama profissional para que os alunos pratiquem a língua culta oralmente e, desse modo, tornem-se mais confiantes ao se expressarem. Além disso, exercícios de leitura e de vocabulário possibilitam a expansão do conhecimento lexical dos alunos, contribuindo para o desenvolvimento da habilidade de escrita deles.

Dúvidas
Outra escola, a Companhia de Idiomas, oferece, há dez anos, cursos em empresas, atendendo a demandas detectadas pelos departamentos de Recursos Humanos (RH) ou solicitações de profissionais. O antigo curso de reciclagem hoje é chamado oficina de comunicação.

- Quando a solicitação vem da direção ou do RH da empresa, muitos alunos não querem dispor do tempo que têm para estudar português. Se dermos o nome de curso de português, eles não enxergam como algo importante para a carreira. Lembram-se das aulas de português da escola, da gramática complexa do idioma. Há muitos alunos que não gostam de estudar gramática. Por isso, é importante explicar tudo com clareza e envolver a equipe que precisa desse tipo de treinamento para que comprem a ideia, e vejam as vantagens que conquistarão – afirma Lígia Velozo Crispino, professora da Companhia de Idiomas, que atende a cerca de 150 alunos no curso.

O público de Lígia é formado, principalmente, por profissionais da área de vendas, compras, marketing e gestores em geral, em que a interação com pessoas é maior. Língua pediu a ela que listasse os problemas com o idioma típicos de profissionais do mercado (as indicações, detalhadas pelo colunista e consultor de Língua Josué Machado, compõem os quadros desta página).

Aprimoramento
As aulas são focadas nas necessidades do aluno. Se o aluno quiser melhorar sua comunicação oral, o foco maior das aulas será para esta habilidade. Caso o desafio seja a comunicação escrita, ele deverá fazer exercícios extraclasse. As apostilas são exclusivas, com base nas informações coletadas em reunião para mapeamento de necessidades e expectativas do cliente, aliado ao resultado detectado no teste inicial para diagnóstico das áreas de atenção. Em casos em que a comunicação oral é crucial, são desenvolvidos vídeos para que o aluno possa observar o próprio desempenho.

Erros de grafia e concordância, vícios de linguagem e uso inadequado de vocabulário são comuns. Mas isso não é justificativa que desfaça a má impressão causada por falha cometida num atendimento a cliente, em uma entrevista de emprego ou em quaisquer outras situações.

- No geral, notamos grande dificuldade em concatenar ideias e construir um texto coerente e coeso. Alguns alunos tendem a repetir palavras e expressões, demonstrando falta de vocabulário; outros constroem parágrafos muito curtos ou muito longos (sem que isso seja questão de estilo, mas falta de conhecimento da estrutura do texto). Em termos gramaticais, são comuns dúvidas sobre crase, pontuação, concordância verbal e nominal. É grande também a confusão causada pelas novas regras do Acordo Ortográfico – explica Vanessa Prata, professora da Companhia de Idiomas.

Dificuldades
Já Vera Bianchini, da Fisk, afirma que, na escola, há pessoas que se antecipam e decidem fazer o curso espontaneamente. Há outras que só tomam consciência de suas dificuldades quando passam por uma experiência negativa e comprometem sua imagem ao não conseguir se expressar adequadamente.

Para Maria Helena da Nóbrega, da USP, embora a divulgação de questões idiomáticas ainda esteja restrita à gramática normativa, analisada só como manual de etiqueta para situações formais de uso da língua, as maiores dificuldades situam-se na organização textual: falta de clareza, coesão e coerência, impossibilidade de defender a posição com argumentação convincente.

- Tropeços redacionais revelam pouca familiaridade com a estrutura do texto escrito e no geral decorrem de pouca leitura. Afinal, como se aprende a escrever? Tudo indica que a leitura é uma fonte que não pode ser desprezada: ler, ler, ler. Além disso, praticar a escrita é importante. Finalmente, exercitar o que escritores experientes nos ensinam: escrever é reescrever. Sem releitura atenta há grande chance de insucesso na produção textual – conclui.

Erro 1 - Falta de clareza
Clareza é a qualidade essencial do texto, principalmente o informativo, seja comunicado, relatório, carta, e-mail. Claro é o texto cuja mensagem pode ser apreendida sem dificuldade pelo leitor comum. Sempre se deve levar em conta o destinatário da mensagem e o nível de informação dele: diretor, acionista, subordinado. Obtém-se em geral a clareza por meio da disposição das orações em ordem direta, sempre que possível: sujeito, verbo e complementos, nessa ordem. Devem-se evitar orações intercaladas, mais ainda se longas, e palavras técnicas, a não ser as essenciais, cujo significado deve ser esclarecido se necessário. Nem por isso o texto deve deslizar para o primarismo.

Erro 2 - Prolixidade
No texto empresarial, a linguagem não pode ser obstáculo para a fluência da mensagem; tem de ser veículo. Mas não pode ser encaroçada, dura, cheia de orações intercaladas e ordens inversas. Deve ser correta, clara, fluente, precisa, objetiva, concisa, sem repetição de palavras e, se possível, elegante, harmoniosa, sem ecos, cacófatos e asperezas.

Erro 3 - Queísmo
“Que” tem muitas funções morfológicas e sintáticas, mas mesmo autores cuidadosos evitam usá-lo na mesma frase, pois o excesso de “quês” tende a tornar o texto duro e desarmonioso. Quando se atravessa um texto com muitos “quês” tem-se a impressão de rodar numa carroça em paralelepípedos desalinhados.

Erro 4 - Gerundismo
É um estranho encadeamento de verbos: “Vamos estar mandando isso na semana que vem” é algo que deveria ser traduzido como “mandaremos ou vamos mandar…”. Em geral a gerundite se compõe de um verbo qualquer no presente do indicativo, c om frequência “ir” (vou ou vamos), seguido de “estar” no infinitivo – e do gerúndio. Há quem diga que, pela imprecisão da fórmula, representa um modo talvez inconsciente do falante de não se comprometer. Por enquanto, concentra-se na fala. Mas já se notam sinais da praga em escritos de toda espécie. Nestes exemplos, a forma conveniente aparece entre parênteses: “Vou estar transferindo o senhor para o vendedor.” (Vou transferir.) “Ninguém sabe quando ele vai estar voltando.” (Vai voltar, voltará.) “Vamos estar marcando aquela reunião…” (Vamos marcar.) “Vou poder estar passando…” (Vou passar, posso passar.)

Erro 5 - Tropeços ao usar a crase
O “à” acentuado consiste na fusão ou contração de um “a” com outro. O primeiro “a” é uma preposição, palavra que serve para relacionar duas outras. O segundo “a” pode ser o artigo definido feminino “a” ou o pronome feminino “a” ou o “a” inicial dos demonstrativos aquele, aquela, aquilo.

  • Exemplos de palavras que exigem a preposição “a”: Obedecer a: obedece à mulher. Dedicação a: dedicação à mulher. Útil a: útil à mulher.
  • Ele foi a redação. ou Ele foi à redação? Na dúvida, troca-se a palavra feminina diante do “a” por equivalente masculino. Ele foi ao escritório. Portanto: Ele foi àredação.
  • Com horas determinadas: Morreu às duas horas.
  • À moda de: Gosta de buchada à FHC.
  • Em locuções adverbiais, conjuntivas e prepositivas com palavras femininas: às vezes, à moda de, à espera, à medida que, à custa de, à prova de etc.
  • Acento jamais:

  • Antes de palavras masculinas: Vai a São Paulo.
  • Em “a” seguido de plural: Ela não vai a missas.
  • Antes de verbos: A partir de hoje, irei ao clube.
  • Antes de pronomes de tratamento: Disse a Vossa Senhoria. Recorri a ela.

Erro 6 - Falta de concordância de verbo antes do sujeito
A forma adequada está entre parênteses:
“Chama-me a atenção os desdobramentos…” (Chamam-me … os)
“Falta dez minutos para terminar a sessão.”(Faltam dez)
“Basta alguns votos para concluir a contagem.” (Bastam alguns votos)
“Existe, que se saiba, bons motivos…” (Existem … bons motivos)
O verbo concorda com o sujeito, mesmo posposto.

Erro7 - Problemas de regência
Não: O Senador entrou e saiu do Congresso rapidamente. Entrar em, sair de.
Sim: O senador entrou no Congresso e saiu rapidamente.
Não: Olhei e simpatizei com Raimunda. “Olhar” é verbo transitivo direto, rejeita preposição. “Simpatizar” é transitivo indireto, exige preposição.
Sim: Olhei Raimunda e simpatizei com ela.
Não: Assisti e gostei do jogo. Assistir ao jogo. Gostar do jogo.
Sim: Assisti ao jogo e gostei dele. Melhor: Gostei do jogo. (Se gostou é porque viu.)
Há quem defenda a mistura de regências porque o resultado é sintético. Mas o texto informativo deve evitar usos polêmicos.

Erro 8 - Dificuldade com “haver”
Costuma-se confundir a concordância de “existir” com a de “haver”. “Haver” é impessoal e fica na 3ª pessoa quando significa “existir”: há seguros, há bons motivos.
“Haver” impessoal: Com sentido de existir, ocorrer, decorrer, fazer (tempo), haver é usado como impessoal e na 3ª pessoa do singular. Também fica na 3ª pessoa do singular o auxiliar do haver impessoal. Há bons redatores na editora. Com a queda das bolsas, houve pessoas que se mataram.É preciso que haja roupas para todos.

Se o ponto de referência é uma data passada, e não hoje, deve-se usar o pretérito imperfeito (havia) e não o presente (há). A troca por “fazer” torna clara a necessidade de correspondência de tempos passados: Lenise estava naquela escola fazia (não “faz”) dez meses.

Erro 9 - Mau uso do “fazer” para indicar tempo
“Fazer” é pessoal em seu sentido próprio, com sujeito e complementos. Ela fez tudo.Eles fazem anos no mesmo dia. É impessoal quando:

a) expressa tempo decorrido (forma correta entre parênteses): “Fazem dez anos que a conheci.” (Faz dez anos) “Vão fazer três anos que o governo …” (Vai fazer)
Quando se expressa tempo decorrido, usa-se “fazer”, sem sujeito, na 3ª pessoa do singular. O auxiliar de “fazer” também fica no singular.

b) expressa fenômeno climático: Faz calor. Fazia muito frio.

Erro 10 - Dúvidas de ortografia
Quando se fala em norma culta a que o texto deve ser subordinado, fala-se em concordância, regência, colocação pronominal e ortografia. Estará desqualificado um texto em que aparecerem coisas como “Homem que é homem gostam de mulher”, “Eles vão ir a Brasília amanhã”, “Chamarei-a de musa”, “O Brasil é nós”, “caxorro”, “trânzito”, “gazolina”, “obceção” e outras barbaridades.

Erro 11 - Escrever como fala
Comunicação escrita e oral são muito diferentes. A linguagem escrita tem de ser mais elaborada, mais clara, mais definida, mais contida do que a oral. Ela não conta com os recursos do gesto, do tom, da mímica, das pausas, das repetições comuns à linguagem oral, é claro.

Claro também que quem fala tem o ouvinte à frente e se dirige a um público definido num contexto determinado. Por tudo isso não se deve escrever como se fala, com as repetições e as ênfases naturais à expressão oral. Pelo menos do ponto de vista da norma culta. O fato é que escrever e falar bem e agradar ao público ou destinatário certo constituem quase sempre um trabalho difícil, que exige empenho permanente.

Erro 12 - Má colocação de pronomes
Uma das falhas mais comuns no texto é a má colocação dos pronomes oblíquos. Nos exemplos seguintes, a boa colocação aparece entre parênteses.
“Não ficarão órfãs porque deixei-as já adultas…” (porque as deixei)
“… quando transferiu-se para…” ( quando se transferiu)
“… havia formado-se…” (havia-se formado ou havia se formado)
“… há os que acham que deve-se implantar..”. (que se deve)
“… chamarei-a de a descoberta da…” (chamá-la-ei [evitar] ou a chamarei)
“… como manda-o…” (como o manda)
“… assim é que nós colocamos-lhe…” (que nós lhe colocamos)
Nesses casos, os pronomes oblíquos átonos são atraídos na oração para antes do verbo por palavras negativas e advérbios (não, nem, ainda, bastante, talvez, tanto…); conjunções (quando, enquanto, se…); pronomes relativos (que, quem, cujo…); pronomes pessoais (eu, tu…) em muitos casos. Nada muito rígido. O bom ouvido

poderesolver. Jamais o pronome vem depois de verbos no particípio passado (formado,partido), no futuro do indicativo (caberá) ou do futuro do pretérito, o velho condicional (caberia). Nos casos em que não houver atração, será “havia-se formado”, “caber-lhe-ia”.

Erro 13 - Infinitivo flexionado?
Convém limitar a flexão do infinitivo aos casos em que for importante identificar o sujeito a que se refere. Mas não se flexiona o infinitivo quando:

1 forma locução verbal (dois verbos funcionando como um; o verbo auxiliar – grifado – já indica o plural): Estavam impedidos de estender a ajuda a todos. (Não: “estenderem”.)

2 o sujeito é o mesmo da oração principal: Alguns políticos acham que têm direito de enganar. (Não: “enganarem”).

3 a oração infinitiva completa o sentido de substantivo e adjetivo – grifados – (o sujeito também é o mesmo): Não tiveram tempo de terminar a prova. (Não: “terminarem.”)

4 o infinitivo depender dos verbos deixar, fazer, mandar, ouvir, sentir e ver – e tiver por sujeito um pronome oblíquo (o, a, os, as): Deixei-os esperar. Sentiu-as puxar-lhe a perna.

Flexiona-se o infinitivo quando ele tiver sujeito próprio, diferente do sujeito da oração principal, ou quando for preciso deixar claro tal sujeito: Era comum deitarem-se na mesma cama três pessoas. Lula disse existirem grandes problemas no país.

Erro 14 - Problemas de pontuação, principalmente da vírgula
É comum encontrar o sujeito separado do verbo, ou o verbo separado do complemento, pelo uso de vírgula. Duas normas são essenciais:

1 Jamais se separa o sujeito da predicado (verbo), mesmo que ambos estejam distantes. ”Todos os empregados que precisem viajar para fora do país, devem comparecer ao serviço de medicina…” A vírgula depois de “país” separa o sujeito (empregados) de seu verbo (devem comparecer).

2 Jamais se separa o verbo de seus complementos. Mesmo que o verbo esteja longe deles. “A Bolsa do Rio garantia, a bancos e corretoras, o pagamento da compra de ações feita…” “A bancos e corretoras” é objeto indireto; não pode aparecer entre vírgulas.

Separam-se por vírgulas orações intercaladas ou adjuntos adverbiais deslocados, no começo da frase (deslocados porque a ordem natural dos adjuntos é no fim da frase). O presidente, enquanto viajou, foi informado de tudo. Enquanto viajou, o presidente foi informado de tudo.

Erro 15 - Falta de revisão do que escreve

A leitura e a releitura do texto são fundamentais para evitar a divulgação de impropriedades, incoerências e repetições. A revisão contribui para obter a concisão, essencial no texto preciso e enxuto, expurgado de palavras desnecessárias, principalmente adjetivos e advérbios. A revisão é sobretudo um recurso para adequar o texto à norma culta, sempre com cuidado para preservar as informações fundamentais. Se as pessoas fizessem uma rápida leitura do que escrevem, eliminariam vários dos problemas detectados. Muitas pessoas têm bom português, mas fazem tudo com um senso de urgência que nem sempre se justifica. Acabam enviando mensagens com erros de digitação e de gramática

 
fonte: Revista Língua Portuguesa

Companhia de Idiomas implementa programa de relacionamento com profissionais

Entre as ações estão os programas Mamãe Quero Colo, Grupos de Negócios e Professor Empreendedor .

A Companhia de Idiomas, empresa especializada no atendimento corporativo e ensino personalizado in-company, implementou um novo programa de ações de Recursos Humanos para ampliar o relacionamento entre os profissionais e a empresa. As atividades, que envolvem desde a ampliação da licença maternidade à capacitação de professores e equipe administrativa, têm como objetivo reforçar o comprometimento com a qualidade profissional e pessoal de seus talentos.

O programa “Mamãe Quero Colo” visa a licença maternidade diferenciada para profissionais da Companhia de Idiomas. Além do tempo de descanso que é de direito da mãe, o programa permite a combinação de retorno gradativo em até três meses, com trabalho na sede da empresa, em meio período, por dois dias, e trabalho em sistema home office nos outros três.
“Hoje, 80% de nossa equipe são mulheres e o objetivo desse projeto é o de manter a produtividade dessas colaboradoras nesse momento especial, em que o primeiro grande desafio é conciliar os papéis de mãe e profissional”, explica Lígia Velozo Crispino, sócia-diretora da Companhia de Idiomas.

O programa “Retenção de Talentos”, implementado em 2005, tem a intenção de premiar os professores que atingem as metas e expectativas propostas pela empresa. O programa revela os profissionais com melhores resultados em três categorias: “Ranking de Professores com as Melhores Práticas”, “Professor Excelência” e “Professor Destaque”.

Já o programa “Professor Empreendedor”, também voltado ao corpo docente da empresa, tem como objetivo incentivar os profissionais na indicação da Companhia de Idiomas a futuros clientes. A empresa retribui cada indicação com bonificações determinadas, de acordo com o programa solicitado pelo aluno. Cada indicação ainda vale pontos para o professor, que participa de uma escala de prêmios como cursos no exterior, com passagem e estadia.

“Também começamos a definir uma equipe de alta performance de professores, para os quais oferecemos mais comodidade e facilidade nos processos e a possibilidade de revisão de aumento a cada seis meses, uma vez que eles ganham por hora/ aula”, afirma a diretora.

Outra iniciativa do programa de Recursos Humanos da empresa são os “Grupos de Negócios”. A Companhia de Idiomas reúne a equipe administrativa e docente para debate e atualização profissional com relação a temas relevantes das áreas de negócios. Entre os assuntos discutidos no programa estão Liderança, Sustentabilidade, Gerações Baby Boomer, X e Y, Comoditização, CRM, Promotores e Detratores de Negócios, e Marketing e Personalidade de Marcas.

De acordo com a diretora, a atualização é necessária para a otimização das aulas, geralmente dirigidas a profissionais e gestores de empresas com foco nos temas debatidos. “Nossos cursos têm o objetivo de preparar o aluno para a comunicação profissional no idioma estudado. Isso torna necessário que o professor esteja alinhado com cada um dos temas mais discutidos no cenário de negócios global”, completa Lígia.

O programa de Recursos Humanos da Companhia de Idiomas já registrou ótima aceitação de seus profissionais e o alcance de todas as metas estabelecidas.

Companhia de Idiomas – Fundada em 1991 pelas sócias Lígia Crispino Velozo e Rosangela Fátima de Souza, a Companhia de Idiomas oferece soluções flexíveis em idiomas, com o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento da comunicação entre profissionais e organizações. Com sede em São Paulo e foco no atendimento corporativo personalizado, a empresa possui três unidades de negócios: Cursos, Consultoria e Tradução.

A divisão de cursos oferece treinamentos em inglês, espanhol, francês, russo, alemão e mandarim, além de oficinas de português para brasileiros, cursos para expatriados e preparatórios para testes de proficiência, como TOEFL e DELE. Na área de consultoria, atua como parceira dos profissionais de Recursos Humanos. Os consultores orientam sobre avaliação do nível de fluência de candidatos ou de funcionários, aplicam testes escritos e orais e elaboram um laudo de cada candidato. Já na divisão de tradução, a empresa possui equipe altamente qualificada para versão e tradução de textos em inglês, alemão, mandarim, russo, espanhol, francês e português.

Entre as ações estão os programas Mamãe Quero Colo, Grupos de Negócios e Professor Empreendedor . A Companhia de Idiomas, empresa especializada no atendimento corporativo e ensino personalizado in-company, implementou um novo programa de ações de Recursos Humanos para ampliar o relacionamento entre os profissionais e a empresa. As atividades, que envolvem desde a ampliação da licença maternidade à capacitação de professores e equipe administrativa, têm como objetivo reforçar o comprometimento com a qualidade profissional e pessoal de seus talentos.

O programa “Mamãe Quero Colo” visa a licença maternidade diferenciada para profissionais da Companhia de Idiomas.

Além do tempo de descanso que é de direito da mãe, o programa permite a combinação de retorno gradativo em até três meses, com trabalho na sede da empresa, em meio período, por dois dias, e trabalho em sistema home office nos outros três. “Hoje, 80% de nossa equipe são mulheres e o objetivo desse projeto é o de manter a produtividade dessas colaboradoras nesse momento especial, em que o primeiro grande desafio é conciliar os papéis de mãe e profissional”, explica Lígia Velozo Crispino, sócia-diretora da Companhia de Idiomas. 

O programa “Retenção de Talentos”, implementado em 2005, tem a intenção de premiar os professores que atingem as metas e expectativas propostas pela empresa. O programa revela os profissionais com melhores resultados em três categorias: “Ranking de Professores com as Melhores Práticas”, “Professor Excelência” e “Professor Destaque”. Já o programa “Professor Empreendedor”, também voltado ao corpo docente da empresa, tem como objetivo incentivar os profissionais na indicação da Companhia de Idiomas a futuros clientes. A empresa retribui cada indicação com bonificações determinadas, de acordo com o programa solicitado pelo aluno.

Cada indicação ainda vale pontos para o professor, que participa de uma escala de prêmios como cursos no exterior, com passagem e estadia. “Também começamos a definir uma equipe de alta performance de professores, para os quais oferecemos mais comodidade e facilidade nos processos e a possibilidade de revisão de aumento a cada seis meses, uma vez que eles ganham por hora/ aula”, afirma a diretora. Outra iniciativa do programa de Recursos Humanos da empresa são os “Grupos de Negócios”.

A Companhia de Idiomas reúne a equipe administrativa e docente para debate e atualização profissional com relação a temas relevantes das áreas de negócios. Entre os assuntos discutidos no programa estão Liderança, Sustentabilidade, Gerações Baby Boomer, X e Y, Comoditização, CRM, Promotores e Detratores de Negócios, e Marketing e Personalidade de Marcas. De acordo com a diretora, a atualização é necessária para a otimização das aulas, geralmente dirigidas a profissionais e gestores de empresas com foco nos temas debatidos.

“Nossos cursos têm o objetivo de preparar o aluno para a comunicação profissional no idioma estudado. Isso torna necessário que o professor esteja alinhado com cada um dos temas mais discutidos no cenário de negócios global”, completa Lígia. 

O programa de Recursos Humanos da Companhia de Idiomas já registrou ótima aceitação de seus profissionais e o alcance de todas as metas estabelecidas. Companhia de Idiomas – Fundada em 1991 pelas sócias Lígia Crispino Velozo e Rosangela Fátima de Souza, a Companhia de Idiomas oferece soluções flexíveis em idiomas, com o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento da comunicação entre profissionais e organizações. Com sede em São Paulo e foco no atendimento corporativo personalizado, a empresa possui três unidades de negócios: Cursos, Consultoria e Tradução. 

A divisão de cursos oferece treinamentos em inglês, espanhol, francês, russo, alemão e mandarim, além de oficinas de português para brasileiros, cursos para expatriados e preparatórios para testes de proficiência, como TOEFL e DELE. Na área de consultoria, atua como parceira dos profissionais de Recursos Humanos. Os consultores orientam sobre avaliação do nível de fluência de candidatos ou de funcionários, aplicam testes escritos e orais e elaboram um laudo de cada candidato. Já na divisão de tradução, a empresa possui equipe altamente qualificada para versão e tradução de textos em inglês, alemão, mandarim, russo, espanhol, francês e português.

Você fala em inglês? – Notícias – Você RH

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Você fala em inglês?
Empresas investem em programas de treinamento para capacitar profissionais em outras línguas. Confira as dicas da especialista Lígia Crispino para não errar na hora de implantar uma política de idiomas. 
Por Toni Mello

O mundo globalizado traz a necessidade de comunicação entre pessoas que falam idiomas distintos.
Nos negócios essa é uma tendência cada vez mais presente dentro das organizações. Para qualificar profissionais no ensino de línguas, muitas empresas adotam políticas de treinamento em idiomas, com subvenção ou pagamento integral desse benefício.
Segundo Lígia Velozo Crispino, sócia-diretora da Companhia de Idiomas, quando uma empresa decide iniciar um programa assim, ela precisa ter claro alguns pontos básicos: quanto vai investir; Quais os profissionais que irão participar; Qual o modelo das aulas, se serão na própria empresa (in-company) ou fora dela, em escolas; Quem será o fornecedor; Quais são as necessidades da empresa para determinar a didática das aulas.

“Um erro comum que as empresas cometem é não fazer a triagem detalhada dos elegíveis. Muitas vezes, na ansiedade de colocar a política de idiomas em prática, a empresa não faz um estudo adequado do público atendido”, observa Lígia. Outro ponto importante, segundo a especialista, é a escolha do fornecedor. “Por conta do custo, algumas empresas selecionam fornecedores que não vão conseguir entregar aquilo que é esperado”.

Engana-se quem pensa que todos os funcionários são receptivos. “Muitos adoram, já outras pessoas, por não gostarem do idioma ou por traumas, têm uma postura fechada”. Para Lígia, quando esses profissionais são levados a fazerem o curso eles acabam desistindo no decorrer das aulas.

A língua universal dos negócios De acordo com a experiência da especialista, o inglês é o idioma mais procurado, com 70% da preferência. “Fizemos uma pesquisa e vimos que são poucas as pessoas que podemos considerar como fluentes na língua inglesa, daí o grande interesse pelo idioma”. Em segundo vem o espanhol, exigido principalmente por multinacionais que atuam em países latino-americanos. “Outro idioma que vem sendo procurado e que teve um crescimento neste ano é o português para profissionais expatriados para o Brasil”.

Para ajudar na implantação de um programa de idiomas, confira dicas e o passo a passo sugerido pela especialista Lígia Crispino:

Público: o primeiro passo é estabelecer quem terá acesso ao programa, se ele será oferecido para
todos os funcionários ou àqueles profissionais que precisam adquirir essa competência.

Idioma: definido o público, é preciso escolher qual idioma é estratégico para os negócios. A empresa
poderá oferecer subsídio para apenas um ou para mais idiomas.

Simultaneidade: é preciso estabelecer regras para a possibilidade de o profissional participar,
simultaneamente, de mais de um treinamento com idiomas diferentes.

Fornecedor: a empresa pode escolher entre trabalhar com um único fornecedor ou optar por redes de
escolas parceiras. Algumas empresas contratam uma consultoria em idiomas para uniformizar a grade
de estágios e as ferramentas de medição de resultados.

Aulas: cabe ao profissional de RH definir se as aulas serão realizadas na empresa (in-company) ou fora
dela, em escolas.

Subsídio: a definição do subsídio está relacionada diretamente com a previsão orçamentária da empresa. A maioria das companhias oferece subsídio parcial para que o aluno demonstre mais comprometimento com o treinamento. Outras assumem 100% dos gastos quando o treinamento é direcionado para diretores, presidentes, expatriados e profissionais que farão treinamento rápido no exterior e serão os multiplicadores do que vierem a aprender. A subvenção mais comum é de 70% do valor do curso.

Regras para manutenção do benefício: uma das maneiras de manter o profissional comprometido é condicionar o pagamento a indicadores como frequência e desempenho. Algumas empresas definem padrões nos quais os percentuais de subsídio variam de acordo com as notas e a frequência.

Avaliações periódicas: além de acompanhar o desempenho mensal do funcionário, recomenda-se prever avaliações periódicas. O ideal é fazer duas avaliações escritas e orais por estágio.

Pagamentos: definido o percentual do subsídio e as regras para manutenção do benefício, é preciso
estabelecer os procedimentos para pagamentos. A empresa pode optar por pagar integralmente o valor devido à empresa fornecedora, descontando em folha a parcela do funcionário. Há ainda a possibilidade de o funcionário realizar o pagamento integral e solicitar o reembolso à empresa. O fornecedor também pode cobrar a parte da empresa e dos alunos em separado.

Suspensão do treinamento: a política de idiomas deve prever soluções para situações adversas, como
férias e licenças maternidade ou por motivos de saúde, com prazos mínimos e máximos estabelecidos. Demissão do funcionário: para evitar problemas, a empresa deve deixar claro, desde o início do programa, que a demissão representará o fim do subsídio.

Desistência: quando a empresa opta por aulas in-company, as escolas, em geral, cobram por hora-aula
por meio de um rateio entre os participantes de cada grupo. Como as desistências são um fato, os valores vão ficando mais elevados para os alunos que se mantêm no grupo. A empresa precisa prever se haverá alguma cláusula sobre resistência no decorrer dos estágios. Há empresas que fazem seus funcionários participarem do rateio até o término do estágio no qual ele estava estudando. Ele só sai do rateio oficial quando o grupo inicia um novo estágio, sendo esse um momento para encaixes nos grupos já existentes.

Período de subvenção: há empresas que determinam a subvenção apenas até o nível intermediário ou
por um determinado número de horas de treinamento. Mas vale ressaltar que mesmo após adquirir um nível avançado do idioma estrangeiro é preciso mantê-lo.

A influência do sotaque brasileiro na pronuncia da língua inglesa

O sotaque nada mais é do que a combinação da pronúncia das palavras, individualmente e dentro de um contexto, e a entonação que damos para as frases que produzimos. Já a pronúncia resulta de fatores como a vibração das cordas vocais, o posicionamento da língua e dos lábios, assim como a ênfase e duração dos sons enquanto se fala um idioma.

O sotaque pode ser uma barreira ou um fator limitante para a comunicação fluente em inglês. Quando essa influência é bastante acentuada, pode interferir na comunicação com interlocutores estrangeiros e até impedir o entendimento entre as partes. Quem tem muita interferência do português em sua pronúncia, normalmente, apresenta mais dificuldades na compreensão oral, em especial de
nativos. Isso acontece porque a pessoa não reconhece as palavras, os registros não coincidem. No entanto, é possível minimizar o problema, embora seja quase impossível eliminá-lo.

A maioria dos brasileiros não atribui a importância necessária ao sotaque. Muitas vezes, as pessoas falam em inglês como se estivessem se comunicando em português, sem desenvolver o que chamamos de “ouvido bom” para perceber as nuances e diferenças entre os idiomas.

Uma das grandes diferenças entre os idiomas é a entonação, ou seja, o ritmo e a velocidade do discurso. Enquanto o inglês é uma língua sem grandes variações de entonação, o português, na ponta contrária, é rico em entonações diferentes e com amplas possibilidades para se dizer a mesma frase.

Nós, brasileiros, gostamos de enfatizar emoções e preferimos transmitir algumas mensagens através da ênfase em frases ou palavras soltas, o que não ocorre, com a mesma intensidade, no inglês. O resultado dessa diferença é que, quando falamos em inglês, costumamos manter a grande complexidade e variação de tons do português, o que nos dá um sotaque bastante característico, como se estivéssemos “cantando”.

Um bom exemplo dessa diferença entre os dois idiomas está em um aspecto simples da linguagem, que poucas pessoas já conseguiram perceber. Na comunicação oral em português, a diferenciação de frases afirmativas e interrogativas se dá pela entonação, e na comunicação escrita, pelo ponto de interrogação ao final da frase.

Já na comunicação em inglês, a mesma diferenciação se dá de forma mais intensa, pela inversão na estrutura da frase, o que dá menor importância ao papel da entonação, quando comparada ao português. Em inglês, a ênfase das frases interrogativas pode recair na metade da frase e em  português, na maioria das vezes, recai no final delas. Exceções para os casos em que queremos enfatizar uma determinada palavra da frase.

Também vale lembrar que o português é um idioma mais nasal que o inglês. No entanto, há uma dica para não “transportarmos”  para o inglês a nasalidade de nosso idioma: devemos reduzir a quantidade de ar que entra na cavidade nasal.

Mas sem exageros! Se você cortar totalmente a corrente de ar, ficará parecendo que você está com o nariz entupido!

Para iniciar a tarefa de reduzir a influência do sotaque na comunicação oral em inglês, o mais importante é reduzir ao máximo a interferência do português. No plano prático, vale ter mais atenção para a pronúncia de verbos regulares no passado, com terminação em “ed”, e para as consoantes “g” e “j”  que, em português, são pronunciadas de forma diferente.

Na comunicação oral dos brasileiros, as palavras terminadas em “t”, “d”, “n”, “p” e “k” costumam ganhar um “e” ao final, também por influência do português. Já as palavras terminadas em “m”,  costumam ser pronunciadas em inglês em sua totalidade, ou seja, fechando a boca, diferente do português, que não a distingue do som da letra “n”. A diferença entre o som do “r” e do “h”,  os brasileiros não fazem distinção entre essas duas letras no inglês

O sotaque nada mais é do que a combinação da pronúncia das palavras, individualmente e dentro de um contexto, e a entonação que damos para as frases que produzimos. Já a pronúncia resulta de fatores como a vibração das cordas vocais, o posicionamento da língua e dos lábios, assim como a ênfase e duração dos sons enquanto se fala um idioma.

O sotaque pode ser uma barreira ou um fator limitante para a comunicação fluente em inglês. Quando essa influência é bastante acentuada, pode interferir na comunicação com interlocutores estrangeiros e até impedir o entendimento entre as partes. Quem tem muita interferência do português em sua pronúncia, normalmente, apresenta mais dificuldades na compreensão oral, em especial de nativos. Isso acontece porque a pessoa não reconhece as palavras, os registros não coincidem. No entanto, é possível minimizar o problema, embora seja quase impossível eliminá-lo.

A maioria dos brasileiros não atribui a importância necessária ao sotaque. Muitas vezes, as pessoas falam em inglês como se estivessem se comunicando em português, sem desenvolver o que chamamos de “ouvido bom” para perceber as nuances e diferenças entre os idiomas. Uma das grandes diferenças entre os idiomas é a entonação, ou seja, o ritmo e a velocidade do discurso. Enquanto o inglês é uma língua sem grandes variações de entonação, o português, na ponta contrária, é rico em entonações diferentes e com amplas possibilidades para se dizer a mesma frase.

Nós, brasileiros, gostamos de enfatizar emoções e preferimos transmitir algumas mensagens através da ênfase em frases ou palavras soltas, o que não ocorre, com a mesma intensidade, no inglês. O resultado dessa diferença é que, quando falamos em inglês, costumamos manter a grande complexidade e variação de tons do português, o que nos dá um sotaque bastante característico, como se estivéssemos “cantando”.

Um bom exemplo dessa diferença entre os dois idiomas está em um aspecto simples da linguagem, que poucas pessoas já conseguiram perceber. Na comunicação oral em português, a diferenciação de frases afirmativas e interrogativas se dá pela entonação, e na comunicação escrita, pelo ponto de interrogação ao final da frase.  Já na comunicação em inglês, a mesma diferenciação se dá de forma mais intensa, pela inversão na estrutura da frase, o que dá menor importância ao papel da entonação, quando comparada ao português.

Em inglês, a ênfase das frases interrogativas pode recair na metade da frase e em  português, na maioria das vezes, recai no final delas. Exceções para os casos em que queremos enfatizar uma determinada palavra da frase. Também vale lembrar que o português é um idioma mais nasal que o inglês. No entanto, há uma dica para não “transportarmos”  para o inglês a nasalidade de nosso idioma: devemos reduzir a quantidade de ar que entra na cavidade nasal. Mas sem exageros! Se você cortar totalmente a corrente de ar, ficará parecendo que você está com o nariz entupido! Para iniciar a tarefa de reduzir a influência do sotaque na comunicação oral em inglês, o mais importante é reduzir ao máximo a interferência do português.

No plano prático, vale ter mais atenção para a pronúncia de verbos regulares no passado, com terminação em “ed”, e para as consoantes “g” e “j”  que, em português, são pronunciadas de forma diferente.  Na comunicação oral dos brasileiros, as palavras terminadas em “t”, “d”, “n”, “p” e “k” costumam ganhar um “e” ao final, também por influência do português. Já aspalavras terminadas em “m”,  costumam ser pronunciadas em inglês em sua totalidade, ou seja, fechando a boca, diferente do português, que não a distingue do som da letra “n”. A diferença entre o som do “r” e do “h”,  os brasileiros não fazem distinção entre essas duas letras no inglês.

Confira outras dicas simples, que podem ser incorporadas ao dia a dia, com grande eficiência na redução do sotaque na comunicação oral em inglês.

Ouça o inglês e tente imitar o sotaque. Se possível, leia um texto junto com o CD , ou seja, seguindo o script;

Assista a filmes com o áudio e legenda em inglês  para comparar as diferenças entre a escrita e a fala e também para buscar alguns padrões fonéticos;

Ouça programas de rádio em inglês pela Internet .

Adquira o hábito de assistir a programas em inglês na TV a cabo .

Compre um livro de pronúncia com CD. Há ótimos materiais nas livrarias .

Grave a sua voz. Analise as gravações e procure detectar seus erros mais comuns. Se não conseguir fazer isso sozinho, peça a ajuda de um professor;

Crie uma lista de palavras, expressões e frases que são frequentemente pronunciadas de forma incorreta. Trabalhe nesta lista, lendo e relendo até que fale corretamente;

Compre livros em versão de CD e ouça-os em seu carro, durante o trânsito, ou em casa. Procure repetir algumas das frases e tente reproduzir como o autor fala.

Leia em voz alta constantemente. Grave a sua fala enquanto estiver lendo. Ouça e repita as palavras inúmeras vezes;

Procure entender os símbolos fonéticos que ficam após as palavras nos dicionários e antes das respectivas explicações. Ajuda a melhorar sua percepção das diferenças sonoras e peculiaridades da sua língua e da língua estrangeira que está estudando;

Consulte dicionários on-line para checar a pronúncia das palavras, muitos deles têm a opção do som;

Faça um curso de accent reduction (redução de sotaque), ou seja, de redução da interferência da sua língua materna. A Companhia de Idiomas oferece esse curso.

(por Lígia Crispino)

Matéria – Terra Estrangeira

Clipping – Melhor Gestão de Pessoas – Novembro2009

clique no link acima para fazer o download da matéria na íntegra.
fonte: Gestão&RH

Coaching na liderança das organizações

Companhia de Idiomas comemora 18 anos com palestra sobre coaching na liderança das organizações. Apresentação será feita por Guilherme Mazzei.

Para comemorar os 18 anos de atuação, a Companhia de Idiomas, especializada no atendimento corporativo e ensino personalizado in-company, recebe no próximo dia 12  de setembro o consultor em desenvolvimento de cultura organizacional Guilherme Benko Mazzei. O especialista apresentará a palestra “Coaching na Liderança”,  que terá como foco a importância do líder coach, comprometido com o desenvolvimento profissional de sua equipe.

“O coaching na liderança é um processo muito focado no qual o gestor orienta o colaborador no desenvolvimento do seu desempenho, usando metas claras para criar alvos mensuráveis. Além de reconhecer o potencial de cada membro da equipe, ele precisa se envolver na aprendizagem e assumir a co-responsabilidade pelo desempenho, com respeito ao alcance de metas”, explica Mazzei.

Sócio da empresa Hai Consultoria, o consultor tem 20 anos de experiência em Gestão de Negócios, Planejamento, Marketing e Desenvolvimento de Pessoas. Formado em Propaganda e Marketing e pós-graduado em Administração com ênfase em Marketing pela ESPM, Mazzei tem especialização em terceiro setor pela Harvard Business School e em educação experiencial pela Outward Bound.

Após a palestra, serão sorteados dois atendimentos  ”coach expresso”, com três sessões cada, para diagnóstico de líder (assessment), validação de objetivo e plano de ação.

A palestra acontece a partir das 8h30 na sede da Companhia de Idiomas, à Rua Professor Serafim Orlandi, 188, na Vila Mariana, em São Paulo. Haverá um welcome coffee a partir das 8h00. Para confirmar participação, é necessário contato pelo e-mail  atendimento@companhiadeidiomas.com.br ou pelo telefone (11) 5549-5349. As vagas são limitadas.

18 anos da Companhia de Idiomas

Para comemorar os 18 anos de atuação, a Companhia de Idiomas, especializada no atendimento corporativo e ensino personalizado in-company, recebe no próximo dia 12 de setembro o consultor em desenvolvimento de cultura organizacional Guilherme Benko Mazzei. O especialista apresentará a palestra “Coaching na Liderança”,  que terá como foco a importância do líder coach, comprometido com o desenvolvimento profissional de sua equipe.

“O coaching na liderança é um processo muito focado  no qual o gestor orienta o colaborador no desenvolvimento do seu desempenho, usando metas claras para criar alvos mensuráveis. Além de reconhecer o potencial de cada membro da equipe, ele precisa se envolver na aprendizagem e assumir a co-responsabilidade pelo desempenho, com respeito ao alcance de metas”, explica Mazzei.

Sócio da empresa Hai Consultoria, o consultor tem 20 anos de experiência em Gestão de Negócios, Planejamento, Marketing e Desenvolvimento de Pessoas. Formado em Propaganda e Marketing e pósgraduado em Administração com ênfase em Marketing pela ESPM, Mazzei tem especialização em terceiro setor pela Harvard Business School e em educação experiencial pela Outward Bound.

A palestra acontece a partir das 8h30 na sede da Companhia de Idiomas, à Rua Professor Serafim Orlandi, 188, na Vila Mariana, em São Paulo. Haverá um welcome coffee a partir das 8h00.

Para confirmar participação, é necessário contato pelo e-mail:

atendimento@companhiadeidiomas.com.br ou pelo telefone (11) 5549-5349. As vagas são limitadas.

Para comemorar os 18 anos de atuação, a Companhia de Idiomas, especializada no atendimento corporativo e ensino personalizado in-company, recebe no próximo dia 12 de setembro o consultor em desenvolvimento de cultura organizacional Guilherme Benko Mazzei. O especialista apresentará a palestra “Coaching na Liderança”,  que terá como foco a importância do líder coach, comprometido com o desenvolvimento profissional de sua equipe.  

“O coaching na liderança é um processo muito focado  no qual o gestor orienta o colaborador no desenvolvimento do seu desempenho, usando metas claras para criar alvos mensuráveis. Além de reconhecer o potencial de cada membro da equipe, ele precisa se envolver na aprendizagem e assumir a co-responsabilidade pelo desempenho, com respeito ao alcance de metas”, explica Mazzei.  Sócio da empresa Hai Consultoria, o consultor tem 20 anos de experiência em Gestão de Negócios, Planejamento, Marketing e Desenvolvimento de Pessoas.

Formado em Propaganda e Marketing e pósgraduado em Administração com ênfase em Marketing pela ESPM, Mazzei tem especialização em terceiro setor pela Harvard Business School e em educação experiencial pela Outward Bound.  

A palestra acontece a partir das 8h30 na sede da Companhia de Idiomas, à Rua Professor Serafim Orlandi, 188, na Vila Mariana, em São Paulo. Haverá um welcome coffee a partir das 8h00.  Para confirmar participação, é necessário contato pelo e-mail:  atendimento@companhiadeidiomas.com.brou pelo telefone (11) 5549-5349. As vagas são limitadas.